"When you're young you think there will be many people with whom you'll connect with.
Later in life you realise it only happens a few times".
Celine, Before Sunset.

Quem sou eu?

Ana Paula Leitão Waaijenberg.

2000: Vim do Rio de Janeiro pra estudar Inteligência Artificial na França, em Versailles.
2003: Depois de 3 anos de idas e vindas, me mudei para Den Haag, na Holanda, para morar com o Pim.

2004: Realizamos o casamento civil na Holanda.
2005: Realizamos o casamento religioso no Brasil.

Vai lendo aí do lado que você descobre mais :-)
Não tenho atualizado com tanta freqüência, mas tenho postado bastante fotos.

Quem é o Pim?

Pim Waaijenberg.

Meu amor.

Nos encontramos primeiro por acaso, pela internet. História de encontrar alguém pra conversar em francês logo antes da primeira mudança.

Nos encontramos ao vivo já no meu primeiro final de semana na Europa: dia 4/agosto/2000.

Também chamado BB :-)

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Terça-feira, Maio 31, 2005





babá/enfermeira

Pim teve aula de tênis ontem. Eu ia jogar uma meia horinha com ele depois da aula. Às 9 da noite ele me ligou dizendo que tinha machucado a mão e não ia jogar mais. Eu até perguntei se ele não queria que eu fosse buscar, pra dirigir o carro. Mas ele disse que não, que dava pra dirigir. Ao invés de voltar pra casa, ele pôs gelo. Como diminuiu a dor, ele voltou pra aula. Me chegou em casa mais de 10 da noite, com a mão super inchada. No começo eu não vi pois tinha entendido que era o pulso que estava machucado. Quando terminei os testes que estava fazendo no computador, sentei pra olhar com calma (ele tinha posto gelo novamente).

Tive que convencê-lo a passar no hospital. Ele queria esperar o dia seguinte pra ir no Huisarts... Mas estava feio, e inchando, e o gelo não estava mais ajudando. Eu disse: se você fosse pro bendito huisarts, ele também não ia poder fazer nada: ia te mandar pro hospital pra tirar uma chapa! A gente passa no hospital, se eles acharem que não é nada demais, a gente volta pra casa. Lá fomos nós. Rápidinho ele foi atendido pela médica, depois levado pra tirar a chapa. A médica voltou avisando que o dedo mindinho estava quebrado, quase dentro da mão. Demorou um pouco pra levarem ele pra fazer o gesso. Meia noite a gente estava em casa.

Ele está só com uma calha: um meio gesso só do lado quebrado, da ponta do dedo subindo até quase o cotovelo. Do jeito que a menina apertou a mão inchada dele pra por na posição que ela queria que o gesso ficasse, até eu senti dor! Do que eu já vi, tanto minha mãe quanto meu irmão Binho, a mão ficava engessada numa posição relaxada: aqui ela dobrou mais, deixando a mão mais fechada. Ele conta que quando quebrou a mesma mão quando era criança, colocaram uma bola na mão dele e enfaixaram por cima: nada de gesso...

Depois de convencê-lo a tomar 2 paracetamol, ele dormiu bem. Eu é que fiquei acordando toda hora, tomando conta dele. Agora, alguém acha que ele ficou em casa? Mas nem no primeiro dia: a única coisa que aceitou foi acordar uma hora mais tarde. Claro que pra tomar banho, por as lentes, comer, tudo foi ajudado e muito mais lento. Deixou o notebook em casa e foi pro trabalho. Quero ver como ele vai fazer as coisas. Espero que consiga convencê-lo de voltar um pouco mais cedo pra casa: ele ainda tá todo dolorido da queda.
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Segunda-feira, Maio 30, 2005

momento Microsoft

Quinta feira fui assistir a um desses seminários técnicos gratuitos oferecidos pela Microsoft. Eles mesmos chamam as apresentações de evangelização... Estão ali mais pra te convencer a comprar o produto do que a ensinar como tudo funciona. Se bem que o carinha americano sabia explicar quase tudo o que funcionava. Algumas coisas que (ainda) não funcionavam ou foram escolhidas não serem desenvolvidas para as certas versões foram explicadas por outros especialistas que ficavam dando piruadas durante a apresentação para complementar o assunto...

Anyway, fui parar lá por causa de um anúncio do grupo de discussão do DotNetNuke na Holanda. Pelo título, já sabia que eu não era o público alvo, mas esperava aprender um pouco mais de como as coisas acontecem no provedor. Além disso, uma das palestras era sobre o DNN e até o Shaun Walker, o carinha canadense que criou o sistema estava por lá. Dei uma de tiete e fui conversar com ele no final (Acho que ninguém vai compreender um tietismo nerd...).

Além disso, abusei do meu Francês. Numa das perguntas que fiz, quem respondeu foi o Jean-Luc, um francês vindo especialmente pra primeira apresentação européia. Como ele estava no fundo e não consegui entender toda a resposta, fui procura-lo no intervalo. Perguntei, em Francês, se poderia interrompe-lo. Ele abriu um sorriso de orelha a orelha: "mais tu parle Français?" e me deu a explicação que eu queria. Engraçado, foi mais tarde, quando a gente estava conversando com o Shaun, ele me pertuntando em inglês se eu fazia Oosting. Fiquei olhando estatelada: como? quando? onde? Franceses, mesmo que saibam falar bem o inglês, não conseguem falar o som do H no início da palavra. Além de esquecer deste detalhe, eu misturei o som que ele estava fazendo com todo capricho com a palavra Oost, em Holandês. Até que alguém o corrigiu, me ajudando.

Desenvolvendo websites (mesmo que por enquanto só 2 clientes, e usando o DNN) eu somente indico provedores que oferecem Hosting (alocação do site nos servidores deles) pros meus clientes. Pra poder executar as páginas do DNN, o provedor precisa ter o tal ASP.NET instalado. Para a última versão do DNN, tem também que ter disponível o sistema de bases de dados SQL Server, da Microsoft (antes podia usar o Access, que vem no pacote Office). O que eu ainda me bato por lá é que o SQL Server é muito mais caro: vc até consegue contratar um provedor por 4 ou 5 euros como diz o evangelizador (o nomezinho estranho), eu contrato pacotes por 10 euros pra ter mais espaço e maior taxa de transferência. Mas pra ter o SQL Server, sai o triplo do preço! Eles ficam jurando que vai melhorar pois tem um SQL novo que sai mais barato pros provedores... Veremos...

momento verão

Sexta-feira, o sol de quinta estava brilhando mais quente ainda. Digo chegou aqui em casa 1 da tarde: larguei tudo e fomos a praia!

O engraçado foi que ele marcou com uns amigos, num tal bar. Saltando no ponto final do Tram 1 (onde fica o Carlton Hotel), a gente ainda teve que andar muito! Passamos uns bares, passamos vários barcos estacionados na areia, e nós andando. Digo dizia que a gente ia chegar em Grumari. Eu, de sacanagem, lembrando da nova praia de nudismo logo antes de Grumari, disse que iamos era chegar numa praia de nudismo.

Não é que quando a gente vem chegando no bar que os amigos estavam, olha prum lado, olha pro outro, tem um monte de gente nua? A praia era realmente de nudismo (apenas uma pequena placa branca no meio do povo avisava isto). Tudo que eu já vi sobre praias naturistas, ninguém pode ficar vestido... Mas aqui, no meio da praia, tinha de tudo: pelados, top-less, vestidos. Os brasileiros ficaram dentro do bar, onde nem podia ficar pelado. Mas como era cercado, aquilo virou um forno! Não deu meia hora eu já tava estirada na areia no meio dos pelados. Pelo menos ali batia um vento. Ninguém nem notou meu top-less :-)

Aaaaaa! Pequeno comentário: uma coisa é água gelada. Outra coisa é aquele gelo líquido que eles oferecem aqui como mar... No começo só de por o pé doia. O mergulho era com a água pinicando de gelada. Só mais pro final da tarde é que ela estava somente estupidamente gelada e dava pra mergulhar sem tomar susto, mesmo que morrendo de frio.

Levei a máquina fotográfica, mas não tirei foto dos peladões. Deixei pra tirar mais tarde, mais perto do pier, já quando estávamos indo embora. Mas quando cheguei em casa, a máquina simplesmente não quis ligar (igualzinho no Carnaval que ela morreu e nos deixou na mão em pleno desfile na Sapucaí!) Levamos de volta pra loja: o cara não tava muito feliz não e o primeiro menino que atendeu não queria devolver pro concerto por causa de um tal amassado (que já nos fez perder a garantia da outra vez). Mas o cara mais entendido lá veio atender a gente e disse que ia fazer o serviço de novo. Quando parou de funcionar no Rio, a máquina fazia um barulho com alguma coisa solta dentro, parecia um chocalho. Quando voltou do conserto, o barulho continuava: eu teria levado de volta na mesma hora, mas como estava funcionando, Pim disse que não valia a pena ir até lá e ficar sem máquina de novo. Agora, vou precisar do notebook do Pim pra baixar as fotos, tanto do encontro da brasileirada quanto da praia... Fica pra outra hora.

Ainda: uma nota de esclarecimento pra quem não está na Holanda. Quinta feira fez sol, mas ainda ventava muito. Sexta fez calor de verdade e só batia uma brisa. Sábado, o sol voltou, mas o vento gelado me fez desistir de arriscar a praia. Domingo o dia amanheceu meio a meio. De tarde, quando saimos pra pedalar, o céu já estava completamente encoberto e o frio tava batendo feio. Chegamos em casa de baixo de chuva. Hoje, continua chovendo e a temperatura não chega aos 20 graus nem por um c*****o. Não me dá o menor remorso de ter jogado tudo pro alto e aproveitado a praia.
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Quarta-feira, Maio 25, 2005

centro cultural

Como sempre muito atrasado, o boletim do Centro Cultural do bimestre maio/junho desta vez será distribuido apenas na primeira semana de junho. E olha que fechamos a pauta no dia 1o de maio!! Anyway, deixa pra lá: passei um final de semana scaneando e montando o layout (e digitando os textos de internet que aparentemente só tinham cópia em papel...)

A capa, podem dizer, ficou bonita, mas o evento desta vez não deve agradar nem a gregos nem a troianos... De qualquer forma, faço aqui o convite: Dia 18 de junho, a partir das 2 da tarde, na Sala Cultural da Igreja Duinzichtkert (perto do hospital Bronovo), teremos uma palestra de um grupo de alunos coordenados pelo Professor Paul Beurs. Ele é o criador da Urban Fabric. 14 estudantes de bouwenkunde (algo como engenheiro-arquiteto...) da TU Delft estão desenvolvendo um trabalho em conjunto com outros 14 estudantes da UFPE, de Recife. Eles estão fazendo levantamentos e criando propostas para a recuperação de Olinda. Se alguém se interesar, me avise!


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Terça-feira, Maio 24, 2005

dia 23 acabou

Pra quem vem acompanhando este bloguinho, vocês devem saber como o dia de hoje é marcante.

Começa com duas boas lembranças: o aniversário do Dario, um amigo que estudou comigo no CAP e depois na UFRJ. Cara que eu conheço a muito tempo. Pra mim, um anjo meio desastrado. No bom sentido :-)

É também o aniversário da minha sobrinha Lilly. Lillianna, pois ela gosta de dizer que temos o mesmo nome. Sou apaixonada por essa menina que tantos problemas tem. Comemora 11 anos e entra na pré-adolecencia com a cabeça de uma menina de 6 anos. Os problemas motores nem são tão importantes. Mas com ela crescendo, a diferença entre o corpo de mocinha e a compreensão do mundo vão ficar ainda mais marcantes.

Como e porque ela tem tantos problemas, vem da doença que herdou da mãe e da avó. A mãe era a irmã do Pim, que, como a mãe, eu não conheci. Há 11 anos esta doença causou complicações no parto e Annamiek faleceu.

Há um ano, também neste dia, perdi meu pai. Tenho um nó na garganta que não me deixa falar sobre isso agora. Talvez seja por isso que eu ando tão arredia com o blog, falando pouco e ouvindo mais. Tava vendo esse dia chegar e fazendo um balanço na minha vida, em um ano. Claro: casei 2 vezes, fui ao Brasil 2 vezes, minha mãe e meus irmãos vieram pra cá (um deles nem voltou), muita coisa boa aconteceu. Mas muita coisa anda parada. E isto vem me agoniando muito.

Duas resoluções: há algumas semanas venho procurando um emprego ativamente, não só dando uma olhada e esperando alguma coisa legal aparecer. Fiz algumas escolhas (pelo lado da programação para internet) e estou metendo a cara em livros e tutoriais e exercícios. Semana que vem vou fazer uma entrevista com minha professora de holandês (do curso intensivo que eu fiz em fevereiro de 2004). Falo e leio muito, mas meu vocabulário e as minhas expressões ainda são simples. Ainda preciso parar as pessoas de vez em quando e perguntar o que isto ou aquilo significa. Faço as entrevistas em holandês, mas já recebi o feedback que não basta ser capaz de conversar e bater-papo: tenho que conseguir ser profissional.

pequeno comentário sobre sábado

O re-encontro sábado aqui em casa foi uma delícia. Mesmo estando um pouco apertado para 12 adultos e a Bia, filha da Cris. Ficamos na fofoca sas 3 e pouco até mais de 11 da noite! No final, nem usamos a mesa de jantar, que ficou mais no meio do caminho do que tudo :) Afinal, festa de brasileiro acaba é na cozinha mesmo! Tenho poucas fotos, mas vou posta-las aqui mesmo amanhã. As fofocas: o meu casamento, as viagens ao Brasil, o casamento da Holandesa que está chegando.
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Quinta-feira, Maio 19, 2005

momento cartão-postal

Recebi essas fotos lindas há algum tempo de uma amiga e estava sempre pra postar... Aqui vai!










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Domingo, Maio 15, 2005

festa junina em Berlicum



clique para reservar

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Sexta-feira, Maio 13, 2005

chegou!

O tão esperado convite de casamento da Holandesa!! Eu cheia de dedos, não fui perguntar se também estava convidada :-) Mas hoje chegou o convite bunitinho dela. Os dados sobre o casamento estão num poeminha. De primeira vista não achei nada, mas quando fui ler com calma, descobri que estavam todos os horários ali. Casamento civil no castelo 10:30, na igreja ao badalar dos sinos das 2:30 e a festa de volta no castelo a partir das 8 da noite. Aqui nessa terra de moinhos, a gente já sabe que só vai ser convidado pra tudo mesmo só se for parente (leia-se tio ou primo, mais do que isso tb não conta) ou amigo muito mas muito próximo da vítima: daqueles que você considera irmão. Outra cultura, outro protocolo e outros preços...

Vai cair numa quinta-feira, vai ser lá onde o Judas perdeu as meias (pq as botas ele perdeu muita antes) --- alias, foi onde a Mirella, do Marco Stekel, nasceu --- mas vou me debandar pra lá. Se o Pim puder tirar a quinta-feira, chego pra igreja. Pro casamento civil num vai dar não... São pelo menos 2 horas de viajem daqui da beira da praia até a fronteira com a Alemanha (é quase uma reta). Contando que entre 8:30 e 10:30 vai estar tudo cheio de files (engarrafamentos), se eu for sair ainda mais cedo pra garantir o horário vou chegar com olheiras no casamento :-)

A Cris também está na maior pilha pra ir. Vamos tentar combinar de irmos todos num carro só. O legal é que a Holandesa arrumou uns hoteis com descontinho pra quem vem de longe :-) Eu já estive em Zuphte ano passado num final de semana de bicicleta. Por ali parece ser tudo muito bonitinho. A Cris já estava pensando em emendar o final de semana. Eu estou mais achando que o Pim é capaz de querer chegar pra festa de noite e voltar pra trabalhar na sexta-feira...

outras notícias

Meu sogro continua melhorando. Ontem foi aniversário do meu irmão Digo e ele telefonou pra cá. Já dá para entender tudo o que ele fala pelo telefone: tão bem que só depois que eu me toquei que ele estava falando direito.

Pro niver, fomos aqui pro Paard van Troy tomar umas cervejas e ouvir uma banda de rock. 2 guitarras, 1 baixo e uma puta bateria. Tinha uns 5 cantores que se revezavam e as vezes uns faziam backing vocal pros outros. Parecia os Titãs de tanta gente que subia no palquinho! Eu não conhecia quase nada das músicas: tanto o grupo quanto o público em geral tinham cara de 40 a 50 anos. Mas, por coincidências da vida: Digo sabia todas! A que eu conheçia e cantei junto mesmo foi regravada pela Marisa Monte: "I've heard it through the grapevine/ no much longer would you be mine/ Oh, I've heard it thought the grapevine/ and I am just about to loose my mind".

domingo de sol!

Bom, eu vou com a Cris pra praia e depois ouvir e dançar música brasileira em Scheveningen. Torcendo pra que o sol dê as caras!

hoje ainda

Se o pessoal ler este bloguinho a tempo! Tem filme brasileiro na TV hoje a noite: O outro lado da rua, com Fernanda Montenegro e Raul Cortez. Nederland 3, 0:05h.




E pra já anotar na agenda, sexta-feira que vem tem mais: no mesmo canal e horário, O homem que copiava. O cinema nacional invadindo as telinhas holandesas!


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Terça-feira, Maio 10, 2005

um susto e pequenas seqüelas

O final de semana passado foi um feriadão. Na empresa do Pim, tem dois dias de férias coletivas e este ano eles escolheram a sexta-feira passada, dia seguinte ao feriado da Ascensão (eles não tem o feriado de Corpus Christi aqui). Ia ser um feriado tranqüilo e mais ou menos caseiro. Uns amigos que moram em Chicago estavam passando uns dias pela Holanda e organizamos um jantar aqui em casa. O primeiro plano era um BBQ na varanda, mas o tempo não ajudou: trocamos para um fondue de carne e frango (no vinho tinto ao inves de óleo) e um fondue de queijo com vários legumes (q tb foram mergulhados no vinho) para os vegetarianos convictos.

Quarta-feira estavamos cedo no supermercado: por causa da véspera do feriado, eles fecharam uma hora mais cedo (às 7 horas) e não abriam no feriado em si (Den Haag já é uma grande excessão com supermercado abertos aos domingos de tarde, mas feriado fecha tudinho). Lá recebemos o telefonema da Davina avisando que o Brand tinha passado mal e estava hospitalizado. Pim passou mais de meia hora com ela no telefone, ela estava bastante abalada.

Enfim, pra não deixar o suspense: ele teve uma pequena obstrução sangüínea no cérebro. Eles chamam de TIA, nos sites em inglês tb chamam de stroke e eu acho que é isto que chamamos AVC. Ele acordou com dificuldade na perna direita, depois não conseguia se barbear nem usar o mouse. Mas só descobriu que havia um problema quando foi falar e a boca estava torta... Santa ignorância Batman! Telefonou pro médico que mandou ele ir para o hospital, mas precisou explicar que ele não poderia dirigir.

Anyway, transferimos o jantar para a casa do Stekel e da Mirella, levamos todos os ingredientes de manhã e fomos pra Zeland pra visitá-lo. Ele tava se sentindo tão bem que até desceu na cantina do hospital pra tomar um capuccino com a gente: o doido não sabia que não podia sair do quarto, posso? Deixamos a Davina em casa e conseguimos convencê-la a comer (ela tava passando o dia a cafezinho...). E viemos pro jantar.

Na sexta-feira mesmo, ele já voltou pra casa. Voltamos pra visitá-los no domingo pois sábado já tinham agendado outras pessoas... Ele ainda tá sentindo falta de força no braço. Embora ele não reclame, ele está andando mais devagar, portanto acho q a perna tb não está a 100%. O rosto é o que dá mais agonia, pois o lado direito está todo relaxado. Mas a fala está melhorando. Pra quem joga tênis 3 vezes por semana e o resto do tempo vive trabalhando no jardim, é um grande baque. Ele ainda tá achando que daqui a uma semana vai poder viajar de férias dirigindo... Eu tenho cá minhas dúvidas...

O que achei mais estranho foi não terem passado absolutamente nenhuma fisioterapia para ele... Dei a idéia de comprarem daquelas bolas de fisioterapia pra exercitar a mão: aqui vende nas lojas de esporte. Espero que ajude.

Nisso tudo, Pim andou uma pilha. O Brand nunca tinha dado entrada num hospital. Pai idoso vai ser assim: cada vez mais um probleminha pra gente se preocupar.
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Terça-feira, Maio 03, 2005

podem brigar, podem reclamar

Passei mais de quinze dias sem dar as caras. Não que eu não tivesse coisas pra contar. Mas não estava inspirada pro mundo bloguistico... Acho que umas férias de vez em quando, pra tirar a obrigação de escrever, torna o blog mais agradável. Eu sei que é chato voltar para visitar blogs amigos e não encontrar novidades.

resumo da ópera

Os últimos finais de semana foram todos diferentes. Segunda feira, dia 18, meu sogro telefonou avisando que o tio do Pim tinha falecido. Ele já vinha doente há muitos anos e teve que parar a hemodiálise, pois o coração não aguentava mais. Como o tratamento interrompido, era questão de no máximo duas semanas para o corpo parar completamente de funcionar. A cerimônia na igreja 5 dias depois e o enterro foram diferentes.

Foi emocionante os netos de 10 a 20 anos contando porque lembravam (e não iam esquecer) do avô. E todos os filhos participaram da cerimônia. O bizarro foi o Brand me contando que o corpo do Oom Jan ficou sobre um colchão gelado de segunda a sexta, no próprio quarto e como as pessoas passam pra visitar... Fico me perguntando onde a pobre da viúva foi dormir...

O tio em si, eu só vi uma vez no casamento dos meus sogros, em maio de 2001. Mas os filhos eu conheço bem. Hanneke e Bert ainda mais que os outros dois. Como o Pim não tem mais irmãos, tento forçar um pouquinho pra estreitar os laços com os primos. Calculando friamente, o pai dele já está ficando velhinho, mas um pouco ele fica sozinho.

Mas, voltando ao enterro, teve uma missa de corpo presente, na igrejinha da cidade onde eles moram. O pastor falou muito da paixão do Oom Jan tanto pelo ensino (era professor de história) quanto pela igreja (ele também era pastor, e nos últimos anos foi a única coisa que pode fazer). A igreja estava bem cheia, mas nós tínhamos bancos reservados nas primeiras fileiras. Oom Jan era o único irmão da mãe do Pim. No final, eu, Pim Brand e Davina éramos a única família do lado dele. A Tante Matty tem vários irmãos e irmãs. Na hora marcada, entraram os filhos, netos e a viúva com o caixão lacrado. Depois da cerimônia religiosa, saiu primeiro o caixão, depois a viúva com os filhos e netos, depois nós e as irmãs, como família próxima, e por fim as outras pessoas da igreja. O caixão foi posto num carro e fomos, nesta ordem, andando atrás do carro até o cemitério, enquanto os sinos da igreja repicavam.

O enterro foi bem rápido, com apenas mais umas palavras do pastor, um pai-nosso, e as palavras de agradecimento do Bert, o filho mais velho. Depois voltamos a fazer a fila na mesma ordem e voltamos pra igreja. A viúva e os filhos ficaram no altar, recebendo os cumprimentos (por mais de 45 minutos!) enquanto os netos já foram direto pra uma salinha nos fundos, onde estava sendo servido café, refrigerante e uns bolinhos. As pessoas passavam dos cumprimentos e eram encaminhadas pra esta salinha: mais aprecia uma cantina de escola, com mesas compridas. Ficamos conversando um tempão com os primos e fomos quase os últimos a sair (praticamente puxados pra fora pelo Brand...) Pelo visto, não eramos íntimos o suficiente para ficarmos pro jantar...

os outros finais de semana

Semana passada, fomos a uma feira de novas construções (nieuwbouw). Em várias dorpjes, cidadezinhas, ao redor de Den Haag, estão num enorme projeto de urbanização. Em Zoetemeer, Ypenburg, Leidschenveen bairros inteiros estão surgindo do nada. Por um lado, é interesante poder escolher desdo projeto, como você quer a sua casa. Por outro lado, as partes mais novas destes bairros ainda tem uma infra estrutura MUITO precária. Mercadinho, meia duzia de lojas, escola, centros de esporte, praticamente tudo em galpões ou outras contruções improvisadas. Para ter uma casa, não sai por menos de 200mil euros, no casco: ainda com toda a instalação do banheiro e da cozinha por fora. Fomos mais de curiosos... Ainda preciso ter o meu emprego para podermos realmente comprar nossa casa. Domingo ele foi jogar tênis com o Marco Stekel e eu fiquei morgando no sol da varanda.

No último final de semana, fomos aproveitar um pouco da noite e do dia da Rainha. Sexta a noite a minha cólica chata e o joelho podre doendo horrores não me deixaram ficar muitas horas em pé, andando de um palco para o outro, para ouvir as diferentes bandas. 11 da noite, sem ter nenhum lugarzinho pra sentar, eu tava pedindo arrego. Sábado, acordamos tarde, não fui vender minha meia duzia de 2 ou 3 itens no vrijmarkt (feira completamente livre). Enquanto o Pim jogava Runescape, fiquei assisitindo à família real passeando em Scheveningen. Só tinha um pedaço que eu queria ter feito. Não ficar em pé esperando eles passarem... Mas na hora que eles pegaram o tram antigo para voltar pra Den Haag, dava pra ter acompanhado um pedação de bicicleta! De tardinha ainda fomos passear pelo vrijmarkt aqui do lado de casa e pelo kermis (quermesse parecendo festa junina) aqui do centro. Domingo, iamos jogar tênis com o Marco Stekel e a Mirella. Mas ela esqueceu e marcou de ajudar numa mudança de uma amiga. Cuidei das minhas plantas, largatixamos no sol da varanda no final da tarde (com os livros de português que pegamos na bibliteca) e preparamos um jantar a luz de velas pra nos distrair.

Alias, domingo, dia 1o, começou um seriado que parece ser muito bom: Carnivàle, na NED3. O site oficial na HBO: <http://www.hbo.com/carnivale/> É muito louco e acho que não vai agradar a todos, mas eu até agora gostei do que vi.
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Volte sempre :-)